segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Profanação no templo

 Profanação no templo

Da Redação

O profano (iniciante) aproxima-se lentamente com os olhos vendados. Ao entrar na loja, o irmão “experto” toca-lhe o peito com a ponta de uma espada. Então, segue o seguinte interrogatório.
O Venerável pergunta:
– Vês alguma coisa, senhor?
A resposta do profano é imediata:
– Não, senhor.
O Venerável prossegue:
– Sentes alguma impressão?
Profano:
– O contato de um objeto aguçado sobre o peito.
Venerável:
– A arma cuja ponta sentes simboliza o remorso que há de perseguir-vos se fordes traidor à associação a que desejais pertencer. O estado de cegueira em que vos achais é o símbolo do mortal que não conhece a estrada da virtude que ides principiar a percorrer. O que quereis de nós, senhor?
Profano:
– Ser recebido maçom.
Venerável:
– E esse desejo é filho de vosso coração, sem nenhum constrangimento ou sugestão?
Profano:
– Sim, senhor.
Venerável:
– Previno-vos, senhor, que a nossa ordem exigirá de vós um compromisso solene e terrível… Se vos tornardes maçom, encontrareis em nossos símbolos a terrível realidade do dever.
Depois de submetido a muitas indagações, o profano é conduzido ao altar dos juramentos e ajoelha-se com o joelho esquerdo, pondo a mão direita sobre a constituição e a Bíblia, que devem ter em cima a espada. À mão esquerda, o profano segura o compasso, apoiando-o no lado esquerdo do peito. Daí, todos se levantam e ouvem o seguinte juramento:
“Eu, (nome), juro e prometo, de minha livre e espontânea vontade, pela minha honra e pala minha fé, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios que sempre ocultarei e nunca revelarei qualquer uma das artes secretas, partes ou pontos dos mistérios ocultos da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo irmão ou em loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Juro também ajudar e defender meus irmãos em tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como Potência Maçônica regular e legal no Brasil o Grande Oriente do Brasil, ao qual prestarei obediência. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus, e desonrado para com todos os homens. Amém”.

Em seguida, o neófito é conduzido para uma sala contígua ao templo, onde já se encontram colocadas duas urnas com espírito de vinho aceso. Deitado no chão, sobre um pano preto, deve estar um irmão (maçon), como se estivesse morto, amortalhado com a capa do 1º Experto. Todos os irmãos estarão de pé, sem insígnias, e armados de espada que apontam o neófito. Este é então desvendado pelo Venerável e encontra-se subitamente num ambiente lúgubre, com inúmeras espadas voltadas para ele. E ouve as graves admoestações do Venerável:
“Este clarão pálido e lúgubre é o emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que preparamos aos covardes que perjuram. Essas espadas, contra vós dirigidas, estão nas mãos de inimigos irreconciliáveis, prontos a embainhá-las no vosso peito se fordes tão infeliz que violeis vosso juramento”. [i]

Como bem se expressa o Dr. Boaventura Kloppenburg, temos de ponderar que não estamos lendo alguma peça teatral, nem um documento antigo de sombrias épocas de sangue e vingança, mas o ritual prescrito para iniciação no primeiro grau da maçonaria.
Daí a pergunta que não quer calar: “Pode o cristão submeter-se a um ritual e juramento imbuídos de aspectos explicitamente condenáveis pela Palavra de Deus? Como imaginar até mesmo um pastor diante desse sacramento de iniciação maçônico? Como congregar, sob o mesmo teto, evangélicos, espíritas, muçulmanos, umbandistas, católicos, budistas, entre outros grupos religiosos, em nome de uma entidade divina conhecida pelo título de ‘Soberano Grande Criador do Universo’? Será que tais pessoas estão de fato adorando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó? Ou seja, o Deus da Bíblia?”.

Dá para imaginar, por exemplo, um cristão indo a um templo hindu para participar de uma cerimônia? Tal cristão poderia presumir que, seguindo os rituais hindus, estaria adorando a Jesus, ainda que participando de uma oração grupal a Vishnu?
Suponhamos, ainda, que os hindus concordem em mudar o nome Vishnu para Soberano Grande Criador do Universo. Ainda que façam isso, certos elementos dos rituais da adoração pagã, como, por exemplo, andar ou dançar em círculos, hão de permanecer. Com a substituição do nome “divino”, seria então aceitável ao cristão participar de uma cerimônia de adoração hindu? E se porventura os hindus permitissem ao cristão participar da liturgia, dos rituais e fazer as orações hindus em nome de Jesus, tal adoração tornar-se-ia cristã?

Escrevendo aos irmãos de Corinto, o apóstolo Paulo disse o seguinte:
“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1Co 10.20-22).
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).

Para abonar essa contestação, devemos antes conhecer alguns segredos dessa entidade tão secreta. Primeiramente, analisaremos vários trechos de livros e manuais da maçonaria, embora muitas obras de sua autoria ainda permaneçam na obscuridade para os de fora. Como referência, tomaremos os livros atuais (nacionais e internacionais), escritos por maçons do mais alto grau, que descrevem o que ocorre dentro das lojas. Ainda que algum maçom negue a autoridade absoluta desse ou daquele autor maçônico, não poderá, no entanto, negar que tais escritos representam a prática e o ensino da maçonaria brasileira e mundial. A análise que faremos será à luz da Bíblia, a única regra de fé e prática dos cristãos evangélicos (2Tm 3.16,17).

O presente artigo nada mais é do que uma reflexão para saber se existe a possibilidade de uma pessoa poder conciliar ou não o cristianismo e a maçonaria. E também para saber se, ao abraçar as duas, ela está participando de duas religiões ou de uma só.
Se porventura o leitor já tiver sua própria posição a respeito do assunto, que o Senhor Deus o ajude a analisar as informações aqui descritas detalhadamente e, sobretudo, a buscar o conhecimento da vontade de Deus, por meio da orientação do Espírito Santo e da própria Bíblia. Somente assim, querido leitor, você terá condições de reavaliar sua posição e defini-la à luz da Palavra de Deus (Ef 5.17).

Um pouco sobre a maçonaria
Segundo afirmações dos próprios maçons, a maçonaria não é uma sociedade secreta. “Isso é calúnia dos adversários”, apregoam. Dizem, ainda, em alto e bom som, que a maçonaria é discreta, não secreta. Na Constituição do Grande Oriente do Brasil, art. 17, onde se especifica os deveres das lojas, sob a letra p vem a seguinte norma: “nada expor, imprimir ou publicar sobre assunto maçônico, sem expressa autorização superior da autoridade a que estiver subordinada, salvo Constituições, Regulamentos Gerais, Regimentos Particulares, Rituais, Leis, Decretos e outras publicações já aprovadas pelos Poderes competentes. Toda e qualquer publicação atentatória dos princípios estabelecidos nesta Constituição ou da unidade da Ordem sujeitará os seus autores às penalidades da Lei”.
É rigorosamente proibido aos profanos (não-maçons) tomar parte nas sessões comuns das lojas, como está relatado no art.19, parágrafo único, da Constituição: “As oficinas, sob nenhum pretexto, poderão admitir em seus trabalhos maçons irregulares; deverão identificar os visitantes pela palavra semestral”.
Com essas declarações de documentos oficiais autênticos, chegamos à conclusão de que a maçonaria é uma sociedade verdadeiramente secreta, no sentido próprio da palavra.

Qual a relação entre o cristianismo e a maçonaria? 
Para ser aceito na maçonaria, o profano tem de observar alguns deveres preestabelecidos:
1. “Reconhecer como irmãos todos os maçons regulares e prestar-lhes, e também às suas viúvas, ascendentes ou descendentes necessitados, todo auxílio que puder;
2. Freqüentar assiduamente os trabalhos das oficinas; aceitar e desempenhar, com probidade e zelo, todas as funções e encargos maçônicos que lhe forem confiados, além de esforçar-se pelo bem da Ordem em geral, da pátria e da humanidade;
3. Satisfazer com pontualidade as contribuições pecuniárias que, ordinária ou extraordinariamente, lhe forem legalmente atribuídas;
4. Nada imprimir nem publicar sobre assunto maçônico, ou que envolva o nome da instituição, sem expressa autorização do Grão Mestre, salvo quando em defesa da Ordem ou de qualquer maçom injustamente atacado;
5. Ajudar e proteger seus irmãos em quaisquer circunstâncias e, com risco da própria vida, defendê-los contra as injustiças dos homens;
6. Manter sempre, tanto na vida maçônica como no mundo profano, conduta digna e honesta, praticando o bem e a tolerância, respeitando escrupulosamente os ditames da honra, da probidade e da solidariedade humana, subordinando-se compreenssivamente às disposições legais e aos poderes maçônicos constituídos;
7. Amar os seus irmãos, mantendo bem alta a flama da solidariedade que deve unir os maçons em toda a superfície da terra”. [ii]

Entre os deveres aqui enumerados, temos de acrescentar o que consta no art.1, parágrafo 1, letra g desta mesma Constituição onde se encontra o “requisito essencial” para os profanos, candidatos à iniciação, sem o qual não serão aceitos: “não professar ideologias contrárias aos princípios maçônicos e democráticos”. Se ele infringir essas normas, o art. 32, nº 13, confere ao Grão Mestre Geral, ou ao seu substituto legal, a atribuição de “suspender, com motivos fundamentados, para que sejam eliminados pelos Poderes competentes os maçons que professarem ideologias ou doutrinas contrárias aos princípios da Ordem e da Democracia”.
Assim, como o cristão maçom pode compartilhar suas ideologias cristãs aos companheiros de loja? No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontramos a seguinte definição para cristianismo:
“A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá”. [iii]

Como podemos ver nessa declaração, a maçonaria não adota o cristianismo e, conseqüentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus. Negar a crença no Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.) é impedimento absoluto para a iniciação na maçonaria [iv], entretanto, é indiferente a crença em Jesus Cristo ou em Buda. Ainda que em seus rituais os maçons falem em Deus ou do Ser Supremo, ignoram a Santíssima Trindade, não mencionando uma vez sequer o santo nome de Jesus. Na verdade, os maçons jamais se dirigem a Deus mediante a Cristo. Diante disso, o verdadeiro cristão não pode aprovar semelhante abstração do cristianismo e muito menos conviver com esse tipo de coisa.

As características distintas dos deuses das diferentes religiões são outra evidência de que eles não são a mesma pessoa. Por exemplo: Brahma, o deus hindu, engloba em si o bem e o mal; Alá, o deus do islamismo, dificilmente perdoa; mas Yahweh, o Deus dos cristãos, é um Deus zeloso (Êx 34.14).
Algumas religiões são politeístas, ou seja, têm vários deuses (como a dos egípcios e a dos gregos). Outras são monoteístas (como o judaísmo e o cristianismo). Os hindus acreditam na reencarnação, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal. Os cristãos crêem na ressurreição: à volta do espírito no mesmo corpo. Determinadas religiões acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de Deus. Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações. Outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Diante disso, será que o ser humano pode adorar a deuses tão diferentes (e isso simultaneamente) como se fossem um só?

O sistema maçônico, especialmente o Rito Escocês Antigo e Aceito, pode ser chamado de “deísta”, ou seja, considera a existência de um deus impessoal, destituído de atributos morais e intelectuais, confundindo-se com a natureza [v]. Os deístas limitam a participação de Deus à criação, como se Ele tivesse deixado o mundo para ser governado pelas leis naturais. [vi] Esse sistema difere do “teísmo” cristão, no qual Deus é um Deus pessoal e interfere permanentemente no destino da humanidade.
Para entendermos melhor o deísmo maçônico, vejamos a declaração de Rizzardo da Camino: “Cada religião expressa Deus, com nome diferente, como os israelitas que o denominam de ‘Jeová’; isso não importa, o que vale é sabermos que esse Grande Arquiteto do Universo é Deus”. [vii]
Os cristãos, no entanto, não concordam com essas palavras. Não é a mesma coisa adorar o Deus verdadeiro e um bezerro de ouro, como os israelistas fizeram no deserto (Êx 32.1-10; Ne 9.6-31). O Deus da Bíblia é pessoal e único. Ele se preocupa com as pessoas e não abandonou a humanidade. Parece lógico seguir a todos os deuses, porque assim, no final, aquele que for o deus verdadeiro vai se manifestar em prol de seus seguidores. Mas o Deus das Escrituras não aceita ser comparado e muito menos igualado a outros deuses, simplesmente porque não existem outros deuses (Sl 115. 2-9).

O nosso Senhor não aceita concorrência e estabelece que sejamos fiéis ao seu nome: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6). “… guarda-te para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O Senhor teu Deus temerás, a Ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti” (Dt 6.12-14).

O indiferentismo perante Cristo é impossível: “Quem não é comigo é contra mim” (Mt 12.30), disse Jesus. Mas o verdadeiro maçom, em virtude dos “princípios estabelecidos” pela maçonaria, não pode estar com Cristo seguindo todos os seus ensinamentos e obedecer a todos os mandamentos maçons. Não é possível ser maçom verdadeiro e regular e, ao mesmo tempo, cristão autêntico e convicto.

A maçonaria é uma religião?
O primeiro e principal dever de cada loja maçônica, de acordo com a determinação do art.17, letra a, da Constituição do Grande Oriente do Brasil, é este: “observar cuidadosamente tudo quanto diz respeito ao espírito e à forma da instituição, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição, as leis e as decisões dos Altos Corpos da Ordem”.
Antes de qualquer coisa, vamos analisar o que é religião. No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, temos a seguinte definição: “culto prestado a uma divindade…”. Essa definição encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico, autor de mais de quarenta livros: “O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo” [viii]. Com isso fica provado que o que acontece dentro da loja maçônica nada mais é do que um culto de adoração a uma divindade, ao Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.).
Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H. Claudy: “As lojas da maçonaria são construídas para Deus. Simbolicamente, ‘construir para Deus’ significa edificar algo em honra, adoração e reverência a Ele. Mal o neófito entra no Portão Ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus”. [ix] Vejamos ainda o que diz o importante autor maçônico Henry Wilson Coil, em sua Enciclopédia Maçônica: “A maçonaria certamente exige a crença na existência de um Ser Supremo, a quem o homem tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar o indivíduo à comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?… É exatamente isso que a Loja faz”. [x]

Como a maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina. Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.
Diante de tudo o que vimos, como fica então? Podemos chamar a loja de templo, mas não de igreja? De fraternidade, mas não de religião? As invocações lá realizadas não são adorações? As liturgias não são cultos? A iniciação não é um tipo de batismo?

Será que as pessoas que insistem em negar a religiosidade da maçonaria não estão com as mentes fechadas? Ou será que escondem que a maçonaria é uma religião para que possam infiltrar-se nas igrejas? Uma coisa é certa: o cristão maçom pode negar que freqüenta duas religiões ao mesmo tempo, mas a sua declaração não muda os fatos.

Os praticantes da maçonaria
Sabemos que a maçonaria aceita qualquer pessoa, independente de seu credo religioso. A loja recebe muçulmanos, espíritas, budistas, entre outros, como membros. E também satanistas, magos e bruxos, inclusive nos mais altos graus. Nomes como Aleister Crowley, Albert Pike, Lynn F. Perkins (fundador da Nova Era), Jorge Adoum (Mago Jefa), Charles W. Leadbeater e o mágico Manly P. Hall [xi] constam de sua lista de participantes.
William Schnoebelen conta que era bruxo quando foi admitido na maçonaria. Para ele, o G.A.D.U. era o próprio Lúcifer (o diabo). Com o tempo, ele descobriu outros satanistas que também faziam parte do grupo [xii]. Parece difícil conciliar cristãos e satanistas sob o mesmo teto, mas isso realmente acontece na maçonaria. Albert Pike, um dos grandes líderes maçons, escreveu que Lúcifer é deus e “portador da luz” e que a maçonaria deve seguir a doutrina luciferiana:
“A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus. Pois a lei eterna é que não há branco sem o preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses: as trevas são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que é imponente… Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal”. [xiii]

No hebraico, o termo Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”. É sinônimo de Yahweh (transcrito como “Senhor” na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido “Deus”, ou seja, o nosso Deus). Albert Pike diz, absurdamente, que o nosso Deus é o deus das trevas, que odeia os homens! Que contraste com a revelação bíblica, que afirma: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr 31.3). E ainda: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).
A maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o cristianismo, porque é impossível conciliar cristianismo e satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus do mal. Será que o cristão pode submeter-se a isso: adorar o Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.), que na maçonaria pode ser o próprio diabo?

O valor da Bíblia
Na Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: “A opinião maçônica prevalecente é a de que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. Até hoje, nenhuma autoridade tem mantido que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela” [xiv]. Para a maçonaria, a Bíblia é “uma das três grandes luzes emblemáticas”, sendo colocada no mesmo patamar dos seus símbolos (esquadro e compasso). Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não é mais importante do que os símbolos maçônicos. Além disso, segundo a doutrina maçônica, ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país. Nos países islâmicos, por exemplo, usa-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc. Alguns maçons dizem que a Bíblia é um “livro sagrado” para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.

Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: “Nenhuma loja entre nós deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um símbolo… Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum… Qualquer outro livro com o mesmo significado serviria…” [xv]. Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: “Os judeus, os chineses, os turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não vemos nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria Maçonaria”. [xvi]

Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília da loja [xvii], a opinião dos cristãos é diferente, pois, de acordo com o apóstolo Pedro, “… nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21).
A Bíblia é a revelação de Deus aos homens!

Uma questão de escolha
Ser religioso não significa apenas freqüentar um local para prestar culto. É muito mais que isso. Ser religioso é seguir fielmente a doutrina que professa. Se a pessoa crê em Cristo, deve ser de Cristo. Se acredita no Alcorão, deve ser islâmica. Não importa se o caminho que escolheu é certo ou errado. Deve ser firme, convicta. Lembremo-nos do que Cristo disse em Mateus 12.30: “Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
Muitos maçons se dizem religiosos porque são líderes em suas Igrejas e ajudam os pobres. Publicamente louvam a Deus, mas no ambiente maçônico ajoelham-se diante do pentagrama e adoram os símbolos dos deuses do Egito e do pecado.
É uma pena que, apesar da controvérsia sobre o assunto, muitos cristãos ainda insistam em ser maçons, demonstrando que não são capazes de abdicar de seus interesses pessoais ou de uma série de interesses em prol da obra do Senhor Jesus. Ao invés de buscarem a união na Igreja, insistem em ser causa de divisão (Ef 4.3). Muitos demonstram e chegam a declarar abertamente que, se for preciso escolherem entre a loja e a Igreja, preferem permanecer na loja. É mesmo o fim dos tempos. Quantos estão apostatando da fé. Suas mentes estão cauterizadas (1Tm 4.1,2; Hb 3.12-19; 2Tm 4.3,4).

A verdade é que os maçons têm a maçonaria como uma religião, isto é, defendem-na como uma religião, freqüentam-na como uma religião. Muitos chegam a dizer que encontraram nessa entidade “paz” e “comunhão” que não encontraram na Igreja! [xviii]. Mas será que o mundo pode oferecer paz semelhante à que Cristo dá? O que Jesus diz em João 14.27?
A Palavra de Deus afirma que aquele que não concorda com as sãs palavras de Cristo é causador de questões e contendas (1Tm 6.3-5). Se a maçonaria se torna, cada vez mais, motivo de confusão e controvérsia entre os irmãos cristãos, por que insistir nessa dissensão? “Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz” (1Co 14.33). Dissensões e facções são obras da carne (Gl 5.19-21). O cristão que abraça a maçonaria escandaliza outros irmãos e coloca dúvidas nos recém-convertidos, que se confundem com opiniões divergentes dentro da Igreja.

O cristão maçom não leva apenas problemas para a Igreja, mas também para a sua casa. Ao chegar da loja, não pode contar nada do que aconteceu lá. É uma situação difícil para o lar cristão: o marido escondendo coisas da mulher. A esposa é aquela para quem ele jurou fidelidade e lealdade. É a sua companheira até que a morte os separe que não pode saber o que ele está fazendo fora de casa. Além da esposa, os filhos e outros familiares passam a viver em um ambiente de mistério e segredos. E isso não agrada o nosso Deus, que quer que sejamos sinceros e falemos sempre a verdade.
Os enigmas de Sansão trouxeram sérios problemas para a sua vida familiar (Jz 14.10-14). Não podemos nos esquecer disso!

[i] A Maçonaria no Brasil – Orientação para os católicos. Ed. Vozes,
[ii] Constituição do Grande Oriente do Brasil. 5ª Ed. 1958, p. 12.
[iii] Camino, Rizzardo da. “Dicionário Filosófico de Maçonaria”. Ed. Madras, p. 47.
[iv] Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. São Paulo: Editora Madras, 1996, p.137.
[v] Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p.313; Cabral, J. “Religiões, seitas e heresias”. 8ª. Ed. Rio de Janeiro: Editora Universal, 1993, p.27.
[vi] Horrell, J. Scott. “Maçonaria e fé cristã”. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1995, p.35.
[vii] Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. Ed. Madras, p. 137.
[viii] Camino, Rizzardo da. “Breviário maçônico”. 2a.Ed. São Paulo: Editora Madras, 1997, p.194.
[ix] Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A.), Macoy Publishing, 1971, p. 29.
[x] Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 512.
[xi] Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry – Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p. 207; Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 306; Adoum, Jorge. “Do mestre secreto e seus mistérios – esta é a maçonaria”. São Paulo: Editora Pensamento, 1997, p. 24.
[xii] Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry – Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p.42.
[xiii] A.C. de LaRive. La femme et l` enfant dans la Franc, Maçonneirie Universele, Paris, 1889, p.588.
[xiv] Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 520.
[xv] Oliver Day Street. Simbolism of the tree degrees, Masonic Service Association, Washington, 1924, p.44-45.
[xvi] Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 133.
[xvii] Mackey, Albert. Mackeys Revised Encyclopedia of Freemasonry. Richmond (U.S.A): Macoy Publishing, 1966, p. 133. Vol. 1.

[xviii] Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A), Macoy Publishing, 1971, p.124.

Maçonaria – sociedade secreta ou religião?

 O título desta matéria pode parecer estranho para os maçons, uma vez que eles consideram a Maçonaria como uma sociedade secreta e não religião. Como sabemos, normalmente uma pessoa não pode ter duas religiões ao mesmo tempo, da forma como Jesus apontou “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro” (Mt 6.24). Um bom maçom nunca poderá ser um bom cristão; e um bom cristão nunca poderá ser um bom maçom. É verdade que alguns maçons alegam ser a Maçonaria uma sociedade benemérita, como um clube de servir igual ao Rotary e ao Lions, nada mais do que isso. Esse artigo tem como finalidade alertar os evangélicos sobre a Maçonaria e mostrar aos maçons a situação da Maçonaria à luz da Palavra de Deus, ressaltando a incompatibilidade do Cristianismo com a Maçonaria daí o título deste artigo.

 

I – ORIGEM E HISTÓRIA

Etmologicamente este termo provém do francês, maçon significa pedreiro. Foi em 24 de junho de 1717, data reconhecida pela própria Maçonaria como da sua fundação, que quatro lojas maçônicas de Londres se unificaram, dando origem à Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria. James Anderson, presbiteriano e John Desagulliers, huguenote (pastor francês), lideraram esse movimento sendo considerados os fundadores da Maçonaria. A Grande Loja de Londres é o berço da Maçonaria.

 

II – INFLUÊNCIA DA MAÇONARIA

A influência da Maçonaria na história do Brasil tem sido grande.

Na Inconfidência Mineira – Foi na casa de Alvarenga Peixoto que se formou uma academia literária, que, na verdade, era uma loja maçônica. Nela foi iniciado um moço chamado Tiradentes.

Na Independência – Gonçalves Ledo e José Bonifácio, junto com outros maçons tramaram a Independência do Brasil. Um mês após proclamar a independência, D. Pedro I foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil.

Na Proclamação da República – O Marechal Deodoro da Fonseca ocupava o cargo de Grão-Mestre ao proclamar a República em 15 de novembro de 1889. A Maçonaria esteve presente desde a independência do Brasil até a Proclamação da República de nosso país.

 

III – MAÇONARIA E RELIGIÃO

Os maçons procuram desmentir o fato que a Maçonaria é uma religião. Quando mostramos na literatura deles, dos mais renomados autores, as características de religião encontradas na Maçonaria, geralmente eles respondem: “Isso é interpretação pessoal do autor e não representa a Maçonaria”.

O grande escritor maçom Albert G. Mackev diz: “A Maçonaria pode ser corretamente chamada de instituição religiosa… A tendência de toda verdadeira Maçonaria é com a religião… Veja os antigos Landmarks (doutrinas), suas sublimes cerimônias, seus profundos símbolos e alegorias — tudo focalizando verdadeiros ensinos religiosos, e quem poderá negar que a Maçonaria é uma instituição eminentemente religiosa?”

Além dessa declaração inequívoca de uma autoridade indiscutível, acrescentamos que a Maçonaria tem todas as características de uma religião:

  • Orações na abertura e encerramento de todas as suas cerimônias.
  • Templos ou Lojas. A Consagração (da Loja) é um ato essencialmente místico-esotérico, pois quem dá vida a uma Loja é o “Grande Arquiteto do Universo”.
  • O tratamento entre seus adeptos é ‘irmão’.
  • Realizam cerimônias fúnebres e enterros maçônicos.
  • Realizam o batismo de crianças.
  • Na Maçonaria há doutrinas e um código de moral, denominados Landmarks.
  • Seus membros fazem juramentos.
  • Realizam a Ceia Mística na iniciação de um novo Cavaleiro Rosacruz e na quinta-feira de endoenças.
  • Dogmas sustentados pela Maçonaria: “Paternidade de Deus”, “Fraternidade Universal dos Homens” e “Imortalidade da Alma”.

 

Resposta Apologética: Uma instituição que possui todos esses ritos e práticas, se não for uma religião fica difícil saber o que se entende por religião. Ou então os maçons estão brincando de religião dentro da Maçonaria. O fato dos maçons insistirem, que não se trata de uma religião, não descaracteriza essa condição. Os kardecistas, os rosacruzes e a Seicho-No-lê também negam ser seu movimento uma religião. Afirmam que ser uma ciência ou filosofia. Como os espíritas e outros, há inúmeros grupos religiosos não ortodoxos que se recusam ser chamados de religião.

Por que os maçons não querem ser reconhecidos como uma religião? A razão é óbvia: as lojas não terão novos adeptos se todos tomarem conhecimento que se trata de uma religião secreta. Nesse caso as pessoas, principalmente aquelas que já pertencem a um segmento religioso, não se interessariam por iniciar-se na Maçonaria. Assim, a Maçonaria declara que não é uma religião e que também não interfere na religião de ninguém, e afirma ainda que uma das razões de sua existência é ajudar diversas igrejas. Com essa aparente neutralidade, a Maçonaria consegue a simpatia de membros de diversos segmentos religiosos e até mesmo de alguns pastores evangélicos.

 

IV- CONFISSÃO DO PRIMEIRO GRAU

No primeiro grau da Maçonaria o candidato admite que é profano, que está nas trevas em busca de luz, pois a Maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.

Resposta Apologética: A palavra profano aparece em Hebreus 12.16 com relação à pessoa de Esaú, dizendo: “e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura”. Profano significa um homem secularizado. A Bíblia diz que éramos trevas antes de conhecermos a Jesus (Ef. 5.8-12). Jesus, a Luz do Mundo (Jo. 8.12; 12.46), nos transportou do reino das trevas para o reino da luz (Cl. 1.12-14) por isso somos filhos da luz (1Ts. 5.4-5). Como podem os cristãos aceitar essa condição de profanos que estão em trevas e vão buscar a luz na Maçonaria?

 

V- O JURAMENTO INICIÁTICO DA MAÇONARIA

Em cada grau o maçom é submetido a um juramento. Diz: “Eu (cita o seu nome), juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra e pela minha fé, em presença do Grande Arquiteto do Universo (uma das maneiras como os mórmons se referem a Deus) e perante esta assembleia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios da Maçonaria que me vão ser confiados, senão a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus e desonrado para os homens. Amém”.

Resposta Apologética: Enumeramos algumas objeções contra o citado juramento da Maçonaria:

  1. a) É proibido pela Bíblia. Tem um caráter profano – nele o cristão declara entregar seu corpo para ser mutilado por uma sociedade secreta. Nosso corpo pertence a Deus e não estamos autorizados a entregá-lo a uma sociedade mundana (1Co. 6.19-20).
  2. b) Não pode haver sociedade do fiel com o infiel. “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com os ídolos? Pois nós somos santuário do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo… Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei” (2Co. 6.14-17). Um juramento terrível estabelece mais do que amizade entre o fiel e o infiel, estabelece fraternidade indissolúvel. E a promessa de guardar segredos que ainda se ignora (Lv. 5.4). Tal juramento é uma escravização da consciência. Não podemos, sem infidelidade a Deus, submeter nossa consciência a um poder estranho (2Co. 5.10).

 

VI – A BÍBLIA NA MAÇONARIA

A Maçonaria vangloria-se de honrar a Bíblia como a Palavra de Deus. Ensina que a Bíblia é “a grande luz da Maçonaria”, recomendando aos maçons que a estudem regularmente. A Maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do esquadro e a luz do compasso. A Maçonaria realmente crê na Bíblia, mas somente como um símbolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino.

Disse o maçom Coil: “A opinião maçônica prevalecente é que a Bíblia constitui apenas um símbolo da vontade, lei ou revelação divina, e não que seu conteúdo é a lei divina inspirada ou revelada”.

No Dicionário da Maçonaria, p.122, lê-se que a decoração da loja maçônica é constituída do Volume da Ciência Sagrada, o Esquadro e o Compasso. Entretanto, não só a Bíblia é reconhecidamente o Volume da Ciência Sagrada, mas os livros de outras religiões também são aceitos, tais como o Alcorão, o Tripitaka, os Vedas, o Livro de Mórmon etc. Torna isso evidente que a Bíblia não é usada na Maçonaria como regra de fé e prática. Para os maçons a Bíblia é apenas um livro sem valor no seu texto, porém que representa a Palavra de Deus, e assim mesmo só nos lugares onde predomina o Cristianismo. Se considerarmos, por exemplo, a loja de Utah, EUA, a Palavra de Deus está representada pelo Livro de Mórmon; se considerarmos a Índia, o símbolo são os Vedas; nos países Arábes o Alcorão, e assim por diante.

Em suma, para a Maçonaria a Bíblia é apenas um símbolo, uma peça decorativa que não deve ser crida, pois não é a literal vontade de Deus, por isso não deve ser obedecida. Considera ainda que alguns dos relatos bíblicos não passam de lenda.

Resposta Apologética: Como o Cristianismo Histórico Ortodoxo recebe a Bíblia? O Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra (Mt. 28.18), disse que a Bíblia é a Palavra de Deus e não simplesmente um símbolo ou uma alegoria. A Bíblia é para ser obedecida como a Palavra de Deus, pois são livros inspirados por Deus (2Tm. 3.16-17). Jesus disse mais sobre a Bíblia: “E a Escritura não pode ser anulada” (Jo. 10.35). “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”. (Jo. 17.17). “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus” (Mt. 4.4). “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt. 24.35). “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem o que o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo. 12.48).

 

VII – DEUS

A Maçonaria admite entre seus adeptos pessoas de diversas crenças, logo tem em seu meio diversos deuses. A Maçonaria não considera a crença em um Deus apenas, pelo contrário, exige que seus seguidores acreditem num ser supremo. É assim que declara o Dicionário da Maçonaria no artigo 8º: “Crer num Ser Supremo”. Logo um ateu não pode ser maçom. Mas qual o nome do deus maçônico? Ele é conhecido como G.A.D.U.

Embora a Maçonaria não procure identificar seu deus, dá a ele um nome: “G.A.D.U.”, nome pelo qual na Maçonaria se designa Alah, Loqos, Osíris, Brahma etc., deuses dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.

O deus da Maçonaria, como vemos, não é identificável: pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islâmicos, judeus etc., logo ele não pode ser o mesmo deus.

Resposta Apologética: O Deus da Bíblia adorado pelos cristãos é conhecido por vários nomes, tratando-se na verdade do único Deus verdadeiro. Seus nomes são vários, como: Elohim — Deus (Gn. 1.1), El Olam — Deus Eterno (Gn. 21.33), El Elyon — Deus Altíssimo (Gn. 14.19-20), El Shaday — Deus Todo Poderoso (Gn. 17.1), Yahweh — Jeová, lave ou Senhor (Êx. 3.14), Adonay — Senhor (Is. 6.1).

Então, o que a Maçonaria na verdade quer dizer, é que não aceita o Deus de qualquer religião, mas muda a crença em Deus de cada religião, numa forma única do GADU. Outro nome secreto de Deus é JABULON (Jeová, Baal e On ou Osíris).

Ecletismo de Salomão – O Rei Salomão e Deus

Para justificar essa união híbrida entre o Verdadeiro Deus e outros falsos deuses, a Maçonaria se baseia na apostasia de Salomão: “O rei Salomão se caracterizou por certo espírito eclético. Conforme várias passagens bíblicas, os hebreus também tributavam honras semelhantes a outros deuses, a ponto de os profetas os censurarem e o próprio rei Salomão não era monoteísta ortodoxo (1Rs. 11.5,7), talvez por respeito aos países vizinhos, muitos deles seus aliados, bem como várias tribos que estavam a seu governo”.

A Maçonaria excluiu, intencionalmente, o versículo 6 de 1Rs. 11, pois lá se confirma que: “Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai”. Embora no seu reinado não houvesse divisão, tal aconteceu no reinado de seu filho Roboão, justamente por causa da apostasia de Salomão.

 

VIII – JESUS CRISTO

A Maçonaria ensina que Jesus foi meramente um homem fundador de uma religião, como outros. No verbete ‘religião’ do Dicionário da Maçonaria, se diz: “Seus imortais fundadores foram todos mensageiros da Verdade Única” e diz ainda: “Todos eles foram unânimes em proclamar a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi a mensagem de Vyasa, Hermes Trimegistro, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés, Pitágoras, Cristo, Maomet e outros”. A Maçonaria afasta o homem de Jesus Cristo e elimina o nome de Jesus de citações de suas escrituras.

Omite o Nome de Jesus Cristo

Retira o nome de Cristo de diversos trechos da Bíblia nos rituais maçônicos, nas citações etc. Citando 1Pe. 2.5 no ritual, diz: “…para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus…”, na Bíblia 1Pe. 2.5 diz: “para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. Não citam o nome de Jesus também em 2Ts. 3.6; 3.12. Afirma que a mensagem cristã sobre a redenção exclusiva na pessoa de Cristo é meramente um retorno às antigas histórias pagãs.

Resposta Apologética: Todo cristão deve saber que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, não pode ser alterada (Ap. 22.18-19).

  1. a) O maçom retira o nome de Jesus da Bíblia. Requer dos cristãos que desobedeçam a Jesus, proibindo toda a discussão sobre ele nas atividades da Loja.
  2. b) Oferece os títulos e ofícios de Cristo a descrentes: Os títulos e ofícios de Cristo são apropriados pelos maçons durante seu ritual e usados nas citações secretas: “Eu Sou o que Sou, Emanuel, Jeová, Adonai”.
  3. c) A Bíblia ensina que Jesus é o Salvador: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho amado para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo. 4.10). “E vimos e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (1Jo. 4.14). É bom lembrar que Jesus disse que qualquer que o negasse diante dos homens, Ele o negaria diante do Pai. “Mas qualquer que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt. 10.33); (1Jo. 2.23; 4.3,14-15; 5.10-12).
  4. d) Outros ensinamentos sobre Jesus na Bíblia: Deus Verdadeiro (Jo. 1.1; Cl. 2.9; Tt. 2.13; 1Jo. 5.20); Eterno (Is. 9.6; Mq. 5.2; Hb 13.8); Sábio (Lc. 2.40,47-52; 1Co 1.24; Cl 2.3); A luz do mundo (Jo 1.8; 8.12); possui o nome que está acima de qualquer outro nome (Ef. 1.20-21; Fp. 2.9-11); Criador (Jo. 1.1-3; Cl. 1.16-18; Hb. 1.2,8-10); Juiz (Jo. 5.22-23; Mt. 25.31-34,41,46).

Os escritores do Novo Testamento declararam ser Ele o Salvador do mundo, cuja morte na cruz pagou a penalidade do pecado do homem (Mt. 16.21-23; 20.28; Jo. 1.29; 3.16; 6.29; 14.6; 1Tm 2.5-6). Todos os textos citados provam sobejamente que a posição maçônica quanto a Jesus está errada e não pode ser aceita pelos cristãos. Jesus preveniu: “E porque me chamais, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc. 6.46). Os rituais maçônicos exigem que primeiro o cristão jure fidelidade à Loja e não a Jesus. Os juramentos maçons forçam o cristão a desobedecer a Jesus Cristo.

Um cristão não pode ingressar na Maçonaria, sabendo que ela o leva a blasfemar contra Deus. Jesus ensinou gue ninguém pode servir a dois senhores (Mt. 6.24). O cristão não tem a opção de ser maçom e cristão ao mesmo tempo, e precisa decidir por Cristo ou por um politeísmo que envolve Baal e Osíris. É impossível fazê-lo ambos.

O que diz a bíblia sobre a Maçonaria?

 

O que diz a bíblia sobre a Maçonaria? Pr. Natanael Rinaldi responde

O que diz a bíblia sobre a Maçonaria? 

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça?

 E que comunhão tem a luz com as trevas? 2 Coríntios 6.14

É proibido ser maçom?

 PARECE MENTIRA, MAS NÃO É!

A Lei Penal Maçônica, n° 001/79, de 16/04/1979, declara que os maçons estão sujeitos a penalidades que variam da suspensão dos direitos maçônicos à exclusão (arts.41 a 44).

A pena máxima poderá ser aplicada ao maçom que: “instituir, filiar-se, professar ou prestar obediência a organização irregular, inclusive de natureza político-partidária, cujos princípios, atividades ou ideologias conflitem com os que a Maçonaria defende e proclama” (item VIII).

São princípios da Maçonaria, conforme a Constituição do Grande Oriente do Brasil (GOB), no capítulo I, item III: “Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico”.

Vimos que a Lei Penal Maçônica poderá excluir aquele que defender ideologias que conflitem com os princípios da Maçonaria. Na Constituição do GOB lemos que o sectarismo religioso é incompatível com a filosofia maçônica. O que são ideologia e sectarismo? Ideologia tem a ver com ideias. Sectarismo lembra seita, mas também aponta para alguém que tem fortes convicções a respeito de doutrina e fé.

Nesse sentido, o cristão, servo do Senhor Jesus Cristo, está impedido de ser maçom. Ele é sectarista porque tem suas ideias e convicções firmadas em doutrinas das quais não abre mão. Por exemplo: Sobre a natureza humana, o cristão acredita que o homem é pecador e está em rebeldia contra Deus. Precisa de um salvador, já que, por si mesmo, não pode redimir-se. O Salvador foi enviado por Deus como prova do seu amor pelos homens. E o cristão, então, afirma que Só Jesus Cristo Salva!

O homem não poderá salvar-se. As religiões e filosofias poderão até beneficiar um pouco sua vida moral, mas nenhuma poderá dar-lhe perdão de pecados e aceitação perante o Deus santo. Somente pela fé em Jesus Cristo é que o homem encontrará a paz que tanto procura para sua alma atribulada. E ainda terá a certeza da vida eterna na presença de Deus.

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo” (I Pedro 1.3-5).

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Fonte: Folheto evangelístico distribuído pelo CPR, Teresópolis/RJ, sem identificação do autor.

A participação de cristãos na Maçonaria

 A MAÇONARIA:

1 – Afirma que Deus, “o Grande Arquiteto do Universo” – GADU, pode ser adorado por todos os homens, sejam eles budistas, cristãos, muçulmanos ou hindus, sem qualquer problema.

Refutação bíblica: Deus só pode ser adorado através de Jesus Cristo (João 14.6; ITimóteo 2.5; IJoão 2.22-23).

 

2 – Recusa admitir a Deidade única de Jesus, ou que ele tenha morrido por nossos pecados, e que tenha ressuscitado dentre os mortos, mas afirma que de fato o seu deus é a natureza em várias formas.

Refutação bíblica: Jesus Cristo é verdadeiramente Deus Todo-poderoso, que veio ao mundo em forma humana, morreu por nossos pecados e ressuscitou dos mortos (Lucas 24.1-6 e 24.39-41; João 1.1,14; ICoríntios 15.4; Colossenses 1.15-17 e 2.9).

 

3 – Não aceita a Bíblia como única Palavra de Deus, afirmando ainda que ela não é melhor do que outros livros sagrados, e orienta-se por meio da cabala, com seus mistérios, segredos e símbolos.

Refutação bíblica: A Bíblia é a inspirada e verdadeira Palavra de Deus (Salmo 12.6-7; IITimóteo 3.16-17; IPedro 1.25).

 

4 – Ensina que o homem pode ser salvo por suas boas obras, sem ser necessária a fé em Jesus Cristo e no seu sacrifício na cruz.

Refutação bíblica: A pessoa só pode ser salva pela grata, através da fé em Jesus Cristo (Romanos 10.9-10; Efésios 2.8-9).

 

5 – Blasfema o nome de Deus, por associá-lo com deuses pagãos da fertilidade como Baal e Hórus.

Refutação bíblica: Deus é um Ser absolutamente santo, cujo nome não pode ser associado com deuses pagãos (Êxodo 20.2-7; Deuteronômio 6.4; Salmo 8.1 e 29.2).

 

6 – Ensina que não existe inferno, e deixa de prevenir seus membros sobre o perigo do inferno de tormento eterno.

Refutação bíblica: Devemos ter cuidado com o inferno, mostrando o perigo do inferno de tormento para os que se descuidam diante de Deus (Mateus 13.42,49,50 e 25.41,46; IITessalonicenses 1.7-9).

 

7 – Requer dos seus membros juramento de sangue sobre a Bíblia, e em nome de Deus, envolvendo a mutilação do corpo.

Refutação bíblica: O Novo Testamento proíbe fazer juramentos (Mateus 5.34-37; Tiago 5.12). Proíbe tomar o nome de Deus em vão e cometer assassínio (Êxodo 20.7,13).

 

8 – Prende seus membros uns aos outros em jugo espiritual solene, independente de sua convicção religiosa.

Refutação bíblica: Proíbe aos cristãos um jugo desigual com os infiéis (IICoríntios 6.14-17; Apocalipse 18.1-4).

 

9 – Proíbe o cristão maçom de testemunhar de Jesus Cristo aos seus irmãos maçônicos ainda não salvos.

Refutação bíblica: Jesus ensinou seus discípulos a pregar o evangelho a todas as pessoas (Mateus 28.19; Marcos 16.15; Atos 1.8).

 

10 – Declara que procura apenas melhorar o homem natural, agindo, no entanto, por meio de interpretações errôneas da Bíblia (II Pedro 3.16).

Refutação bíblica: O homem natural (ICoríntios 2.14) não pode melhorar, a não ser por Jesus Cristo, nascendo de novo (João 3.3-5).

 

11 – Insiste em guardar segredos supostamente valiosos por meio de juramentos.

Refutação bíblica: A Bíblia não permite tais segredos (Mateus 10.26-27; João 18.20; Atos 26.26).

 

12 – Permite que seus membros chamem seus líderes por títulos impróprios, e que se ajoelhem diante deles.

Refutação bíblica: A Bíblia diz para não chamarmos a ninguém de mestre, a não ser Jesus (Mateus 6.24 e 23.8-10) e para não adorarmos a nenhum outro senão a Deus (Mateus 4.10; Atos 10.25-26; Apocalipse 22.8-9).

 

13 – Absorve a lealdade, o tempo, e os recursos emocionais, espirituais e financeiros dos cristãos maçons.

Refutação bíblica: Ensina que o cristão deve estar envolvido com as obras de missões e evangelização e cuidar dos pobres para a glória do nome de Jesus (Mateus 6.1-3 e 28.19; Lucas 6.38; Tiago 1.27).

PORTANTO, como humildes servos de Jesus Cristo, e ministros do seu evangelho, tomamos a liberdade de conclamar todos os que creem em nosso Senhor Jesus a ficar firmes contra a religião da Maçonaria – uma religião rival do Cristianismo, ao qual também procura estar unida, tendo sido tolerada e até enaltecida em algumas igrejas evangélicas.

“ATÉ QUANDO COXEAREIS ENTRE DOIS PENSAMENTOS? SE O SENHOR É DEUS, SEGUI-O; E SE BAAL (GADU), SEGUI-O” (IReis 18.21).

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ORIGEM DA GRAÇA CCB 1910 !

  12/03/1910 LUIGI FRANCESCON APÓS CUMPRIR UM ANO DE CADEIA NA ARGENTINA , É DEPORTADO AO BRASIL , ONDE AQUI FUNDA A SANTA GRAÇA DE 1910  Pa...